sábado, 14 de maio de 2011

Zoológico chic

coluna 7 de abril


Com Luiza Brunet deslumbrante, num modelito justíssimo de leopardo e olho de jacaré, assumindo o posto de embaixadora da marca, o mineiro Victor Dzenk causou frisson no lançamento de sua coleção outono/ inverno, na loja de Ipanema.

O movimento começou às duas da tarde e só terminou às onze da noite. Era um tal de onça, zebra e floridos que mal dava pra distinguir as lulus. Também viram-se muito couro e... peles. E não é que um casaco de vison preto foi o protagonista de um embate entre duas peruas? Há testemunhas, e quem viu a cena garante que foi tipo gladiador. Sente o drama: até uma das atendentes teve de ligar para a fábrica, em Buenos Aires, para garantir que outro casaco igual seria providenciado.

Cliente fiel, Preta Gil foi direto para o segundo andar da loja e por lá ficou mais de hora. Entre os itens da megabolsa de compras, um casaco de couro dourado. Preta não comenta o processo que move contra as declarações de Jair Bolsonaro, até para não dar muito crédito ao político, mas, quando o assunto é festa, o sorriso logo se abre.

"Estou superanimada para fazer a minha primeira micareta no domingo", conta ela, que canta no 'Rio Axé 2011', o maior Carnaval fora de época no Rio, com oito horas de show na Praça da Apoteose, ao lado de nomes como Claudia Leitte e Monobloco. A cantora também começa hoje a gravar as cenas de sua participação no filme "Billi Pig", de José Eduardo Belmonte, com Selton Mello e Grazi Massafera.


E tem mais novidades: Preta e Dzenk vão fazer um bazar beneficente no segundo andar da loja, durante o Fashion Rio, de 22 a 25 de maio. "Tenho muita roupa guardada, inclusive modelos do Victor que foram feitos exclusivamente para mim", adianta.

Cristiana Oliveira, linda e mais magra, contava sobre a felicidade de pegar um papel como o da presidiária Araci, na novela 'Insensato Coração'. Ela mergulhou tanto no personagem que se esqueceu de usar protetor solar durante as gravações em Bangu. Resultado: ficou com as marcas da tatuagem e só pode usar roupas que tenham mangas, porque a pele ficou manchada. Os maquiadores levam três horas para caracterizar Araci, tanto para as trancinhas quanto para as tatuagens: "É mais difícil ficar feia do que bonita, graças a Deus".

A eterna Juma, que passou um ano fazendo laboratório entre presídios femininos do Rio, São Paulo e Santa Catarina, avisa que vai se debruçar sobre um projeto com a experiência. “Pode virar um filme, um livro, uma peça de teatro ou um seriado. Entrei no universo complexo do psicológico das detentas e tenho muito material. Não posso desperdiçar".

Perguntada se teve receio por conta do sobrepeso de Araci, a atriz diz que ficou insegura, por conviver com o drama da balança há 34 anos. “Na realidade, eu não ganhei tanta gordura, mas massa muscular” suspira. Quando vi Araci pela primeira vez, levei um choque. Tive que abrir mão da vaidade, deixei de fazer as unhas e raspar a perna. Antes de entrar em cena, faço flexões para inchar o pescoço e o tríceps. Já perdi quatro quilos com exercícios aeróbicos e vou continuar no pique”. Cristiana termina as gravações em duas semanas e já está sendo sondada para fazer teatro, mas pediu que “segurassem a barra” pelo ritmo frenético das gravações.

A pernambucana-carioca Regina Lundgren, consultora da marca, ajudava a receber, com o sorrisão habitual e contava a novidade: está em entendimentos para levar o desfile de Victor Dzenk para a semana de moda da Rússia, em Moscou, em outubro. A fashion week local acaba de ganhar o patrocínio da Mercedes-Benz, montadora que também apoia se semana de moda de Nova York, isso é que é.

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