sábado, 14 de maio de 2011

Novo CQC

coluna 10 de maio

Rafael Cortez, repórter do ‘CQC’, da Band, esteve em terras cariocas sábado para cobrir a 'Marcha da Maconha'. O paulista ficou em cima do muro ao falar sobre a legalização e disse preferir a polêmica: "Sou a favor de um plebiscito, assim como fizeram o referendo sobre o desarmamento. É preciso um debate público com informações sobre benefícios e malefícios da maconha, falando também sobre o crime organizado", disse um sério humorista.


Em tempo: os integrantes do programa estão ansiosos com a chegada de um novo integrante, prometida pela produção em março, por conta da sobrecarga de pautas.


Oi?

coluna 6 de maio

Os frequentadores da Paróquia Santa Mônica, no Leblon, levaram um susto durante a missa das seis da tarde, na quarta-feira. Na hora de ler os nomes da “intenção' aos que já se foram”, a assistente do pároco esbarrou em uma grafia inusitada: Osama Bin Laden.

Amiga da coluna disse que foi um desconforto generalizado. Detalhe: os familiares ou amigos costumam pagar pelo serviço de inclusão do nome de entes queridos na lista, como em toda igreja. A assistente nem percebeu ou reconheceu a sonoridade, já que continuou a ler como se nada tivesse acontecido. As pessoas ficaram tão chocadas que não tiveram reação... É dura a vida da bailarina. Beijo, me liga, até amanhã.

Lynch brasileiro

publicado dia 5 de maio

Chega aos cinemas brasileiros o documentário ‘Transcendendo Lynch’, segundo longa de Marcos Andrade (o primeiro é ‘Korda’), um olhar íntimo e pessoal sobre a viagem que o diretor americano David Lynch fez ao Brasil para divulgar a Meditação Transcendental e lançar seu livro sobre o assunto.

Durante sete dias, duas câmeras – além de outras duas que vieram com o diretor – acompanharam Lynch em sua viagem por Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, onde deu palestras em universidades e associações de empresários.

Em Minas, Lynch visitou também o projeto Cidade dos Meninos, que a Fundação David Lynch apóia por um programa de ensino da Meditação Transcendental para mais de 2 mil alunos carentes. O filme foi feito em oito dias com o custo de R$ 251.160, de investimentos privados – do próprio diretor e de terceiros.

Notas do dia 5 de maio


 Pincelada
Ana Carolina está levando a sério o trabalho como artista plástica. A cantora comemora 10 anos de carreira com o projeto ‘Ensaio e Cores’, que vai misturar música e exposição, no Vivo Rio, dias 13 e 14.  

“A pintura se instalou fortemente em mim em meados de 2002, pouco antes do lançamento de ‘Estampado’, um álbum tão emocionalmente conturbado, que cheguei ao ponto de criar uma tela para cada canção. Para aliviar a sensação aflitiva do registro das canções em estúdio, eu pintava para ver aquelas canções que só ouvia. De lá pra cá não parei mais”, conta.

Além do show, as telas da cantora estarão expostas e à venda no foyer da casa com parte da renda revertida para a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), em São Paulo – ela tem diabetes desde os 16 anos. 

Grande Ota
Tatiana Issa e Raphael Alvarez, diretores do documentário ‘Dzi Croquettes’ – que concorre a três categorias do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – já estão preparando um novo trabalho: ‘Ota, the movie’.

O novo documentário é sobre o cartunista Ota, que durante 34 anos ficou à frente da ‘Mad’, revista que satirizava diversos aspectos da vida - entretenimento, política e celebridades, quando essa palavra ainda nem existia, e que em seu auge, na década de 70, vendia quase 200 mil exemplares mensais.

O filme vai contar histórias engraçadas, como o dia em que ele colocou fogo no próprio pé na redação do ‘Jornal do Brasil’, ou quando foi demitido da editora Vecchi e passou a vender camisetas no Rio com a inscrição ‘desempregado’. Também não vai faltar a história dos santinhos da campanha em que se lançou para vereador em 1988, com o lema ‘menos cocô nas praias’.

‘Todo mundo deve se beijar’

coluna 4 de maio

"Você é um dos homens mais éticos que eu conheço” - com a frase de Rosamaria Murtinho para Manoel Carlos, sob aplausos intermináveis, terminou o encontro ‘Cenas de um autor’, do Instituto Montenegro e Ramam, no Solar de Botafogo. Se o encontro acabou assim, Caco Ciocler – o ator convidado para fazer entrevista informal – apresentou Maneco três horas antes dizendo “sempre me disseram que ele é um fofo! E todo mundo estava certo. Está aí o fofo”.

E entra o autor perguntando para o ator onde colocava a bengala “mas não muito longe, porque dependendo do seu comportamento...”, brincou com Caco balançando o acessório em sua direção. “Quando me falaram que eu seria entrevistado por Caco, foi determinante. Ele é um querido amigo e com certeza vai estar na minha próxima novela”, dizia Maneco ainda antes de subir ao palco.

O mestre fará, até 2016, duas minisséries e a novela propriamente dita para a Rede Globo, mas está mais interessado em escrever poucos capítulos. “Até lá, já devo ter 150 anos, mas tudo bem. A gente só para quando morre. Geralmente me perguntam, no fim de alguma novela, se vou fazer outra. Estou tão farto naquela hora que digo não. É só puxar no Google que todos os autores dizem o mesmo”, conta, reclamando do excessivo número de capítulos de um folhetim das nove, atualmente entre 180 e 200.

“A novela ficou mais extensa para ser paga, até mesmo pelo aumento de elenco e cenário. Antigamente, tínhamos 15 atores e hoje chego a criar 60, 80 personagens”, suspirou. Maneco adianta a próxima produção, uma macrossérie de 50 capítulos, baseada no romance ‘Vale Abraão’, da portuguesa Bessa-Luis, cujos direitos foram comprados pela Globo há 10 anos. “É uma espécie de ‘Madame Bovary’ contemporânea. Eu sou fascinado pelo romance de Gustave Flaubert”, conta, dizendo que a trama deve entrar ao ar depois do remake ‘O Astro’, de Janete Clair.

Ele diz que tem na manga uma minissérie sobre Cauby Peixoto e Ângela Maria. “Assim que terminei Maysa, falei para o Jayme (Monjardim, diretor) que gostaria de fazer, mas não tive retorno. É um crime a TV não ter mais programas musicais. Sinto falta de ver Caetano, Chico, Nana Caymmi”.

No quesito elenco, Maneco diz que sonha com Lilia Cabral para ser sua próxima Helena. “Ela vai fazer a novela do Aguinaldo Silva, ‘Fina Estampa’. Eu tenho que fazer uma protagonista para ela, que sempre foi antagonista das mais importantes. Quando eu decidi assassinar a Lilia em ‘Laços de Família’, ela me ligou chorando e dizia que não queria morrer, mas eu tinha que deixar a Deborah Secco órfã e a participação dela é comentada até hoje”.

Para o mestre, Lilia e José Mayer estarão sempre garantidos em seus folhetins, conhecidos por sempre lançar novos nomes na dramaturgia. “Nunca recusei ninguém por razões pessoais. E tem sempre alguém que me lembra daquele ator que está sumido e recebo muitos e-mails quando estou na produção de uma nova história. Quando dei o papel para o Reynaldo Gianecchini em ‘Laços de Família’, foi uma espécie de teste lá em casa. Tinha oito amigas da minha filha Julia (Almeida, atriz), e, quando ele entrou, algumas aplaudiram, outras desmaiaram. Queria um galã que entusiasmasse as meninas e funcionou. Ele se saiu bem, mas como ele melhorou depois, né? Sem aquele papel, talvez Gianecchini nunca teria sido ator, assim foi Carol Castro e Mel Lisboa”.

Na plateia, um mix de fãs, estudantes de teatro, atores como Ângela Vieira e Daysi Lúcidi, a bailarina Ana Botafogo e o dançarino Carlinhos de Jesus, além da mulher de Maneco, Beth Almeida, que a toda hora era consultada pelo autor, que dizia que ela era seu “ponto”, aquele fone em que alguns atores geralmente recebem instruções dos diretores. Perguntado sobre a ausência de beijos gays na trama, o mestre foi definitivo: “Acho o assunto uma bobagem e não faz falta alguma. Criaram uma onda em cima disso tão inútil e boba. O que acho mesmo é que todo mundo deve se beijar”.

Do bem



coluna 3 de maio

Jack Johnson vai doar todo o cachê dos shows no Brasil - ele passa por São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Florianópolis e Rio, entre os dias 21 de maio e 6 de junho - para ONGs que apoiam surf, arte e música, suas paixões.

O músico disse que não precisa deste dinheiro, já que sustenta a família e a banda com as vendas dos CDs. Não é só por aqui que Johnson mostra esse lado caridoso - toda a bilheteria da turnê americana do álbum 'To the sea' foi doada para instituições.

Pelas exigências do cantor, dá pra ver também que ele se preocupa com as causas ambientais. Jack pediu que instalassem bebedouros - para que o público não compre águas em garrafas plásticas -, além de comida orgânica comprada de produtores locais nos camarins e veículos movidos a biodiesel.

Ao contrário do que saiu por aí Johnson não pediu para conhecer Dilma Rousseff, conforme disse em entrevista à repórter Kamille Viola, aqui do nosso jornal O DIA. Ao perceber que corria o risco de ser mal interpretado, o cantor consertou. "Ela é legal? Eu não me importaria de conhecê-la, mas não foi um pedido meu".



Quando as deusas se encontram

coluna 2 de maio

As portas ainda estavam fechadas, quando Lenny Niemeyer chegou às nove da noite, para assistir à etapa carioca do Monange Dream Fashion Tour, no Citibank Hall, na Barra. O evento só começaria duas horas depois, mas a estilista passou pelo cerco de pessoas que estavam aguardando a abertura e foi direto para o backstage socializar com as modelos amigas –praticamente todas debutaram em seus desfiles.

Ana Beatriz Barros, Alessandra Ambrósio, Isabeli Fontana, Izabel Goulart e Renata Kuerten, o time das ‘dreams’ contratadas pela marca, ganharam camarim especial, sem serem incomodadas por ninguém, a não ser maquiadores e cabeleireiros. O grupinho foi o último a chegar ao lugar – elas estavam no hotel Sheraton para adiantar a produção.

Raica Oliveira chegou à cidade um dia antes do show e já parte para Miami hoje, para fotografar a campanha de uma marca europeia. “Quando me perguntam onde moro nem sei responder direito. Costumo dizer que fico entre hotéis e aviões, porque passo cinco dias num lugar, vou para outro e assim consequentemente. Mas sou uma pessoa normal” avisou ela, que está namorando há seis meses um francês radicado em Nova York. “Não vou falar sobre ele porque é muito recente. Já que estou fora do Brasil, não vou namorar brasileiro, gosto de mudar de nacionalidade”.

Os paparazzi tentaram de qualquer jeito flagrar o reencontro da top com o ex-namorado, Ronaldo Fenômeno. Eles trocaram beijos cordiais no rosto e conversaram rapidamente. O craque se instalou num camarote reservado para um bando de marmanjos, onde permaneceu a noite inteira. “Adoro desfile de moda e todas as modelos são lindas”, disse Ronaldo, rápido como um flash, enquanto circulava cercado por 10 seguranças.

Cauã Reymond, o mestre de cerimônias da noite, estava todo cheio de graça. “Fez sol hoje?”, perguntou o ator, que é surfista inveterado e fã de praia. “Se fez, nem vi porque fiquei o dia inteiro no estúdio gravando a novela (‘Cordel Encantado’)”. Perguntado sobre quem o vestiu, disse: “Eu mesmo. Estou bonitinho, né? Sou muito básico e não sigo tendências, porque imagina você vendo uma foto antiga com aquela calça estilo capri? O passado condena”.

Uma das modelos mais festejadas do evento, Isabeli Fontana - que chegou de Nova York no dia anterior - era só simpatia, mas a produção fez questão de preservar a moça dentro do camarim. Num dos momentos em que saiu, encontrou a amiga de passarela, Carol Francischini, tomou um gole de Veuve Clicquot, trocou beijos e abraços, acenou para três crianças que estavam no sofá, e disse que estar no Rio e no Brasil “é maravilhoso e as mulheres daqui são as mais lindas do mundo. Amo levar meus filhos à praia e ver a beleza desse lugar”. Corre por aí que sua beleza foi fisgada pelo empresário Júnior, dono da Hypermarcas, que promove o evento.

Novidade nesta edição do evento, Fernanda Motta teve camarim só para ela, e sua agente, Karina Sato, irmã de Sabrina Sato, contratou fotógrafo exclusivo para acompanhar os passos da moça. Ela foi convidada para o casting do Monange com o fim do ‘Brazil’s Next Top Model’, reality show de modelos aspirantes que apresentava no canal Sony. “Agora a Fê quer fazer alguma coisa na TV aberta e está estudando formatos para ver a qual ela se adapta”, disse Karina.

se o camarim privé, apenas para as ‘Dreams’, era inacessível, o das ‘demais’ modelos, como Thalyta Pugliese, Raica, Ana Cláudia Michels, Carol Francischini, Schynaider Garnero, Emanuela de Paula, virou um entra sai sem fim. Todas bem-humoradas, com bobs no cabelo e taças de champanhe em mãos.

Thalyta, uma das modelos preferidas das semanas de alta costura francesa, contava que a vida de glamour das passarelas se resumia apenas a aquilo ali. Seu dia a dia em Paris, onde mora há 12 anos, é de uma pessoa comum: academia, cinema, banco... “Só não sei cozinhar. Isso fica por conta do meu marido, que faz tudo para mim. É um luxo! A aposentadoria está chegando, mas, enquanto me chamarem para trabalhar, eu vou”, disse, modesta. Começar uma família também está em seus planos. “Se meu marido vier morar no Brasil, daqui a um ano eu engravido”.

Ao seu lado, estava uma das Angels da Victoria’s Secret, Emanuela de Paula, registrando o backstage com sua poderosa câmera. “Comecei a fotografar há dois anos, mas apenas por diversão. Quem sabe depois eu publico um livro só com imagens dos bastidores e consigo ganhar um trocadinho a mais? Tenho que pensar no futuro. To veia, rapaz!”, disse a pernambucana de 22 anos que investe todo o dinheiro que ganha em imóveis. “Dinheiro não é para ficar no banco”, ensina. Em Nova York há seis anos, Emanuela diz que, quando não está clicando os bastidores da moda, o seu segundo hobby é cozinhar para os amigos dos EUA. “É uma terapia. Faço arroz, feijão, farofa... e comidas típicas nordestinas. Mas o que gosto mesmo é de comida de pobre – carne moída com purê de batata”.

Alessandra Ambrósio aproveitava para dar mais uma camada de rímel nos olhos. Antes de entrar em cena, falou sobre o assédio da imprensa e dos paparazzi, que estão sempre em sua cola. “Sei que o trabalho tem muita exposição, mas faz parte dessa vida. Preferia que não tivesse, mas deixo rolar, não esquento. Se for para ficar brava com paparazzo, era melhor ter sido médica”.

Do Rio, La Ambrósio segue para Los Angeles, onde vai lançar a nova campanha de biquínis da Victoria’s Secret, depois de estrelar um editorial de moda na revista ‘Vogue’ alemã, em que contracenou com o marido. “Foi diferente posar com o Jamie. Mas não tenho paciência para quem não sabe posar. Não tenho saco de ficar dando dicas. Quem o ajudou foi o fotógrafo. Fico meio brava com gente que não sabe clicar”.

Enquanto o público lotava o Citibank Hall, a modelada, mais de 20, circulava pelos corredores entre os camarins – to-das reclamando do calor excessivo dos boxes brancos, mas nada que deixasse escorrer o rímel. “Amigaaaaaaaaaaa!”, grita Carol Francischini ao encontrar Emanuela. “Estou morando em Miami. Fui pra lá no início do ano para cuidar do meu irmão mais novo que está estudando. Ele está na fase ‘aborrecente’...”, atualizava. “Esse ano estarei em Nova York para fazer o casting da Victoria. Se Deus quiser serei a próxima Angel”.

Segundo uma das garçonetes, o campeão dos quitutes foi um sanduíche de pão integral com peito de frango, mussarela de búfala, tomate e orégano, recolocado mais de 20 vezes na mesa, entre cachorros-quentes, chocolate, salgadinhos, energéticos, sucos e frutas, que ficaram intactas.

Exceto Schynaider, que não fez cerimônia e caiu de boca no cachorro-quente com guaraná. “Imagina se não vou comer! Na gravidez engordei 26 quilos e perdi tudo. Não vai ser um sanduichinho que vai me prejudicar”, disse a bela, que era aguardada pelo maridón Mário Bernardo Garnero na plateia. “Sempre que pode o Mário me acompanha. Dessa vez ele tinha reunião de trabalho na cidade e as agendas casaram, mas na maioria das vezes não conseguimos nos ver. Acho que o segredo do relacionamento é esse: a distância. Quando estamos juntos só queremos ficar grudados”.

Mãe da pequena Anne Marie, Schynaider acha que a filha tem tudo para seguir os seus passos. “Ela tem dois anos, é magrinha e já mede 92 cm. Se ela for modelo, serei a mãe-empresária. Mas quero mesmo é que a Anne namore com um dos filhos do David Beckham. Eles são tão lindos... e a idade dá certinha. Vou fazer igual à mãe da princesa: onde é que eles vão estudar?”... É dura a vida da bailarina. Beijo, me liga, até amanhã.


BUSINESS. Isabeli Fontana aproveitou a turnê para lançar uma coleção de seis esmaltes para a Risqué, com tons de roxo, azul escuro e verde metálicos inspirados no rock’n’roll. “Eu sou total rock, sempre fui. Propus uma linha ousada e atrevida como é o estilo musical, mas ao mesmo tempo feliz e doce. Aliás, eu sou sweet”, disse.

Ainda no backstage, a modelo e atriz Patrícia Barros (foto), irmã da ‘angel’ Ana Beatriz Barros, fotografava cada momento para seu blog, segundo ela “um espaço despretensioso, só de brincadeirinha”. A bela, que mora em São Paulo, estava acompanhada do namorado, o empresário paulista Marcos Campos – dono do club Disco, do Café de La Musique (Floripa) e do bar Número. Como sempre, ele foi cobrado sobre um empreendimento na cidade. “Eu quero muito, mas tudo é muito caro aqui no Rio, mas vou continuar tentando”, suspirou Marcão.




Kate fake

coluna 29 de abril

Como brasileiro não perde tempo com piadinhas, depois da comunidade no Facebook sobre o 'churrasco real' no casamento do Príncipe Willian e Kate Middleton, com confirmação de mais de 300 mil pessoas, um gaiato criou o blog 'Princesa Kate', no ar desde segunda-feira no ar.

Na descrição do perfil, lia-se: "Dizem que vou me casar por interesse, outros falam que sou uma biscate. Na verdade sou uma dona de casa zelosa e tudo que faço é pelo bem do meu maridão William. Por mais que vocês acreditem no que Dona Beth (Rainha Elizabeth II, avó de William) e Seu Carlos (Príncipe Charles, pai de William) digam, essa família real não tem dinheiro pra nada. A gente alugou um conjugado muito fofo aqui em Saquarema, enquanto a reforma do apê de Londres não termina. Beijos e me add".

No blog, montagens como a foto de Kate com a tatuagem 'mozão' escrita no antebraço e até o próprio William se jogando numa festa usando cuecas e boá rosa: "Mozão é um moleque mesmo, né? Olha o que ele aprontou! Despedida de solteiro com muita Xiboquinha (cachaça), né?", diz a Kate fake.

O autor da página na internet também criou dois perfis no Twitter, o mais popular @Princesa_Kate, com 3.875 até ontem, e o modesto @principe_Uiliam, com 247. Nas tuitadas, frases como "mozão colocou aquela saia de escocês do pai e tá dançando 'Cara Caramba Cara Caraô' na cozinha", ou "minha avó tá perguntando se vai poder trazer aqueles enfeites de flor de plástico pra casa depois da festa", do William falso... É dura a vida da bailarina. Beijo, me liga, até amanhã.

Notas soltas dia 23 de março

ABL, mano

A Academia Brasileira de Letras, quem diria, será palco de um evento de hip-hop e rap. Os imortais se reúnem quinta-feira com grafiteiros - como Panmela Castro, mais conhecida como “Anarkia”, e o MC e produtor cultural Airá O Crespo - para discutir a arte das ruas. “A Academia tem interesse em trazer para debate os saberes vários e as manifestações artísticas que reflitam a criatividade de todos os grupos sociais", diz Marcos Vilaça, presidente da casa

Animação pink

O Centro Cultural Justiça Federal, reduto dos magistrados no Centro do Rio, será o bunker da 3º Festival Internacional de Animação LGBT, que vai reunir, entre 6 e 13 de maio, as mais variadas animações gays do mundo. É ou não é um avanço, bailarina?

"O festival fala diretamente com os jovens e adultos, sem precisar lutar por algo que deveria ser de direito. Direito de poder ser quem é", avisa Alexander Mello, um dos idealizadores do evento. A festa de lançamento acontece dia 10, na boate Le Boy, em Copacabana.

Novos rumos

coluna dia 23 de abril

Alívio para quem estranhou o sumiço da estilista Marcella Virzi: ela está morando em Nova York, onde se matriculou num curso de cinema digital na New York Film Academy. A novidade faz parte de uma reviravolta em sua vida. “Depois que o Antonio nasceu (seu filho, de 4 anos), senti a vontade de mudar meu caminho, ser menos escrava do trabalho e mais pró-ativa como mulher feliz. Isso implicava em fechar tudo e começar em outro lugar”, conta.

Marcella deu adeus ao ateliê do Leblon para se dedicar a um novo projeto, o Virzionair, mix multimídia de internet, moda, arte, música, fotografia, entretenimento e cinema, que, segundo ela, será “um novo conceito de loja virtual”. Para alegria da clientela fiel, ela vai continuar o trabalho como estilista on-line. “É um grande projeto inclusivo. Todos são convidados a participar sob a minha editoria e um nível altíssimo de qualidade estética”.

A coelhinha do soçaite

coluna dia 23 de abril

Sua fama começou a correr a boca miúda, de ovinho em ovinho, mas está sendo difícil guardar o segredo mais charmoso dessa Páscoa. Rafaela Severiano Ribeiro, filha de Glória e Luiz Severiano Ribeiro, uma das herdeiras da tradicional rede de cinemas, é mais nova it-chef da praça, de apenas 19 anos Na véspera do feriado, ela atraiu uma verdadeira tsunamis de socialites ávidas por comprar os chocolates da marca que acaba de criar, a Raph’s. O que era para ser uma pequena reunião de amigas na casa da mãe, no Jardim Pernambuco, virou uma liquidação da Harrod’s: 250 ovos e 50 cestas sumiram em menos de uma hora – o grande hit foram os chocolates com embalagem de oncinha, claro.

"Foi uma loucura, mas o sucesso dela é merecido. Ela cozinha desde os cinco anos, quando fazia os próprios bolinhos no microondas”, celebra a mãe. A estudante vai ganhar uma cozinha industrial em casa, com projeto da badalada arquiteta Joy Garrido, e fazer o opening em junho, durante um dia inteiro de degustação.

"Chamei até a (fotógrafa) Gilza Velloso retratar a Rafa vestida de chef para fazer um pôster e colocá-la numa sala de provas que vamos ter. E as fotos das pessoas que vieram ao primeiro evento dela vão estar em molduras, espalhadas pelo lugar", adianta Glória, que é líder do Grupo do Terço, reunião semanal de senhoras que oram pela humanidade. Para aproveitar a Páscoa e agradecer as graças recebidas, ela puxou um cordão de orações no fim do evento. Porque, afinal, amanhã não é só dia de chocolate.

Tela quente

coluna dia 23 de abril


O Brasil não estará em Cannes apenas com ‘Abismo Prateado’ numa das mostras paralelas do festival – a atriz Alessandra Negrini, uma das protagonistas do longa, e Chico Buarque, que inspirou o filme com sua música ‘Olhos nos Olhos’, confirmaram presença na sala de exibição.

Outra obra também carrega um charme brasileiro: o curta 'Strange Thing Happens' foi selecionado para concorrer a seleção oficial do festival francês, que acontece entre os dias 11 e 22 de maio, e traz a carioca Mariana Costa Pinto como uma das produtoras executivas.

Mariana é conhecida do jovem soçaite carioca como Nana CP, seu nome de guerra quando toca como DJ nas festas mais badaladas da cidade. Antes de riscar o tapete vermelho, a moça vai se apresentar no Baile de Gala Beneficente do Cipriani, em Nova York, dia 13 de maio, organizado por Anna Maria Tornaghi. Não obstante, vai estar em maio na tela do Canal Brasil na série 'Vampiro Carioca'.

Cinco minutos com Gretchen

coluna dia 21 de abril


CINCO MINUTOS COM...
Gretchen, cantora

“A lei da gravidade é cruel”

Maria Odete Brito Miranda, a Gretchen em bumbum e ousadia, voltou à crista d aonde com a onda oitentista que invadiu o País e faz entre 20 a 25 shows por mês Brasil afora. Já fez de filme infantil (‘Vamos Cantar Disco Baby’) a três produções pornôs, além de ter sido candidata à prefeitura de Itamaracá. Ela mora em João Pessoa, Paraíba, com alguns dos cinco filhos, incluindo a adotiva Valentina Yasmin, que vai fazer um ano em maio, e garante ser “caseiríssima”. Gretchen terminou seu 14ª casamento, o sexto no papel, com o empresário goiano Sílvio Alves, no fim de março, mas está curtindo a solteirice e não pensa em um novo relacionamento tão cedo.

Você se considera uma mulher família?
Ser mãe e dona de casa é o melhor papel que eu fiz na vida. Por mim, estaria grávida de novo. Adoro ser mãe.

Não acha um contraste com a sua carreira?
Claro que não. Eu não me arrependo de nada que eu fiz na minha vida e, graças ao meu trabalho, posso garantir tudo para minha família.

Pensa em se aposentar?
Todos os dias da minha vida, mas ‘posso não, quero não, meu público não deixa não’ (parodiando o grupo Aviões do Forró).

Como é sua rotina?
Acordo às cinco e quarenta da manhã para dar mamadeira à Valentina, acordo os outros para o colégio e coloco o feijão no fogo. Dou uma dormidinha de uma hora e depois faço o arroz e a carne para o almoço. Tudo certo e vou cuidar da minha vida e faço as coisas normais de mulher, vou ao pilates, faço compras. Às seis horas da tarde, a maratona família começa de novo, preparo o jantar, cuido das crianças e mais tarde vejo TV, ‘Insensato Coração’, mas a essa hora já estou praticamente desmaiada. Do coração eu só vejo o insensato.

Não fica cansada com a rotina?
Morro de saudades de casa, mas tem meses em que eu não trabalho tanto e dá para administrar o tempo entre a estrada e a família. Me canso sim, mas durmo que nem uma rainha, em qualquer lugar.

Costuma receber propostas indiscretas de homens para fazer programa?
Quem recebe é ele (aponta para Neurandy, seu empresário). Ele filtra mais de 50 e-mails diários, de todos os tipos. Claro, os indiscretos ele não me passa. Quando alguém me pergunta se faço programa, eu digo, claro, de TV, de rádio.

É muito assediada?
Fora de João Pessoa sim. Lá as pessoas já estão acostumadas comigo, mas em outros lugares eu faço compras de supermercado de madrugada. E os homens me assediam sim, mas eu levo numa boa, agradeço e dispenso.

Tem problemas em ficar sozinha?
Adoro namorar, mas estou numa fase minha, num momento ótimo.

O que faz para manter o corpão?
Pilates e plástica. Estou há quatro anos sem fazer nada e por enquanto não preciso, mas se precisar, eu faço. A lei da gravidade é cruel com a mulher. Não tenho receio em fazer cirurgias, tenho é muito medo de me olhar no espelho e não gostar do que vejo.

Piripiri

coluna 21 de abril

A tatuagem que Antonia Fontenelle carrega no braço esquerdo revelava o tom do aniversário, com o tema ‘Treizoitão’: “I can be an Angel or a devil you choose” (“posso ser um anjo ou um diabo, você escolhe”). A festa aconteceu terça-feira, no clube do condomínio Golden Green, na Barra, onde mora o maridão, o diretor Marcos Paulo.

Os convidados ganhavam um cordãozinho com um pingente de prata da pomba da paz, contrastando com o que veio a seguir, o show da rainha do rebolado Gretchen. Para abrir os trabalhos, a aniversariante agradeceu a presença dos amigos mais íntimos - uns 250 - e disse: “Vim lá do Nordeste e ralei muito. Não foi fácil, mas sempre me mantive fiel ao que sou. E na vida é assim, muita gente te ama pelo que você é, e muita gente te odeia pelo mesmo motivo. Fazer o quê? Faz parte. Então para encerrar a falação, quero agradecer ao Marcos, meu amor. Você é o cara mais doce e sensível que eu já conheci”.

Conhecida pela língua sem papas, Antonia anunciou Gretchen contando uma historieta ao microfone. “ Um dia eu e Paulo fomos a uma festa e aí alguém apresentou uma cantora, e não vou dar nomes, e falou assim: ‘essa eu vi crescer’. E um outro gritou: ‘essa eu botei no colo’. E o Marcos disse: ‘e eu comi!’. Esse é o meu homem. O homem que eu amo!”. E eis que Gretchen sobe ao palco interpretando em playback o clássico ‘Freak le boum’ . Não demorou muito para que a aniversariante, a bordo de um vestido curtíssimo de Victor Dzenk e saltos altíssimos de US$ 20 comprados em Miami, se jogasse na pista.

Gretchen, que não conhecia Antonia antes da festa, desmanchou-se em elogios dos intervalos da apresentação: “Admiro muito a Antonia como mulher, pois além de bonita e inteligente tem essa essência nordestina da mulher guerreira. E nordestina não é para qualquer homem, não. Não é qualquer um que agüenta. Paulo, a partir do momento que eu a vi, soube que você seria feliz e que você seria completo porque mulher nordestina sabe tudo, tanto dentro quanto fora da cama”. De repente, sobe o cantor Latino para dar uma canja.

Ao lado filha Giulia, fruto de sua união com a atriz Flávia Alessandra, o diretor tentava dançar, meio tímido. “Minha mulher é uma pessoa maravilhosa no dia a dia. Estamos juntos há cinco anos e não tenho do que reclamar. Defino a Antonia como uma verdadeira guerreira”.

O furacão Antonia dá banho em muita garotinha de 20, e assim, sem cerimônia, já entrega os segredos antes que lhe perguntem. "Eu sei que tenho 38 anos por causa da minha certidão de nascimento, mas não me sinto com essa idade. Tenho um filho de 15 anos e percebi sim que mudei muito depois dos 30, mas foi no amadurecimento das ideias. Tive uma criação muito boa e sou muito pé no chão. Isso evita o envelhecimento precoce".

Gretchen jogava os cabelos chapadíssimos para cá e para lá - segundo Antonia, ela ligou às oito da manhã para pedir um cabeleireiro. Quando avistou a ex-vedete do teatro de revista Íris Bruzzi na pista, a cantora se empolgou. “Posso dizer que ela foi uma das minhas grandes inspirações, além das outras vedetes, como a Virgínia Lane. Quando eu comecei, elas já faziam isso e mostravam o rebolado para todo mundo. Depois veio Carla Perez, as Scheilas do Tchan e isso nunca vai ter fim. A bunda é uma paixão mundial”, dando um tapinha no que se tornou uma das fontes de renda de sua vida.

Na manhã seguinte, ela partiu para Bom Jesus, interior do Piauí, para interpretar Maria Madalena, uma das discípulas mais dedicadas de Jesus, na encenação da Paixão de Cristo.

Com os ânimos aquecidos, Carol Castro, Úrsula Corona, Rosamaria Murtinho, David Brasil, a família Barbosa - Maninha, Leleco e Ana Paula -, Quitéria Chagas e Sharon Mennezes espalhavam-se pelo ambiente, ainda meio atordoados, positivamente, com a overdose gretchiniana. Mas o fervo acabou cedo e à uma hora da manhã as pessoas já tomavam o rumo de casa. “Parece aquelas festas de criança no play do prédio, mas imagina se na minha festa teria polícia na porta”, dizia Antonia, justificando as luzes fortes e o corte no som do DJ.

“Não tenho idade pra fazer festa em boate com todo mundo pagando o que consumir, o jeito foi fazer aqui mesmo”. E vendo as amigas carregando os arranjos de rosas vermelhas como lembrança, brincou: “As amigas são todas macumbeiras. Bom que economizam nas oferendas”. Positivamente, Antonia não existe. É dura a vida da bailarina. Beijo, me liga, até amanhã.

Tapete vermelho

coluna 20 de abril

Babi Xavier vai receber os convidados do red carpet no LABRRF - Embrancing The Future Of Brazilian Cinema -, que acontece entre os dias 27 e 30, em Los Angeles. A modelo e apresentadora embarca logo depois da Páscoa e já colocou na mala vários modelitos do estilista mineiro Victor Dzenk para dar pinta no tapete.

É a quarta edição do evento, idealizado pelo casal Meire Fernandes e Nazareno Paulo, que desta vez leva 11 longas e 17 curtas. "Os americanos querem conhecer nosso cinema e aprender sobre as leis de incentivo para produzirem filmes no Brasil”, empolgou-se Babi.

Ele quer ser Almodóvar

coluna 20 de abril

Robert Guimarães está saltitante. Seu primeiro curta, ‘O Bolo’, foi selecionado para o Circuito Infinitto de cinema brasileiro e vai rodar os Festivais de Nova York (12 a 19 de junho), Miami (19 a 27 de agosto), Londres (20 a 24 de setembro), Montevidéu (21 a 27 de outubro) e Buenos Aires (9 a 13 de novembro), escolhido por uma banca de jurados de respeito, como Iafa Britz, Paula Barreto, Bianca de Felippes, Fernando Meirelles, Marco Aurélio Marcondes e Paulo Sérgio Almeida.

“Fiquei emocionado ao saber que Fernando Meirelles tinha assistido ao meu filme. Tudo o que eu quero como futuro cineasta é ter a competência e o bom gosto do Meirelles com a ironia e obsessão dos personagens de Almodóvar”, resumiu Robert, que está na pré-produção do longa de mesmo nome, finalizando o roteiro e captando verba para lançá-lo em 2013.

Na segunda-feira, o capo do Rio Moda Hype vai 'servir' ‘O Bolo’ em uma exibição fechada na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no Centro do Rio, logo depois da sessão do documentário “Eu Voyeur – Uma Janela Digital’, com roteiro dele e do deputado Jean Wyllys, sobre pessoas que ganharam notoriedade com as ferramentas de comunicação como os blgos e redes sociais.

Musa

coluna 20 de abril

O Carnaval já passou, mas há quem continue de olho nele. A fantasia 'Rainha Medieval', que Sabrina Sato usou como rainha de bateria da Vila Isabel, avaliada em R$ 80 mil - uma das mais caras da história das escolas de samba - fez sucesso e está sendo disputada Brasil afora, por peruas e soçaites, dos lugares mais longínquos como Pará, Mato Grosso do Sul e, principalmente, de sua cidade natal, Penápolis, no interior de SP.

“Eu ganhei a fantasia de presente da escola, mas deixei aos cuidados da Vila, e eles não têm interesse em vender”, conta a apresentadora do ‘Pânico’, que ainda conta que é impressionante a quantidade de e-mails e telefonemas que recebe no escritório em São Paulo de pessoas que querem comprar as roupas usadas por ela na TV. “A gente diz o nome do estilista e dá os contatos, mas elas querem a roupa que eu usei, imagina isso”.

Mocinhas velozes e imprensa furiosa

coluna 18 de abril

“Julia, se deu bem, hein safadinha!”, disse Sabrina Sato para uma mocinha, toda montada no brilho, em um minúsculo vestido de pedrarias e paetês – o negócio era tão curto que a moça tinha que colocar as mãos atrás quando andava para não revelar mais do que devia - entrando no tapete vermelho de mãos dadas com um dos muitos integrantes da equipe de produção de ‘Velozes e Furiosos 5’, que teve pré-estreia mundial na sexta-feira, no Cinépolis Lagoon.

O tom da pré-estreia mundia de ‘Velozes e Furiosos 5’, sexta-feira, no Cinépolis Lagoon, foram os minivestidos, de todas as cores e formatos, mas com um único objetivo: impressionar os musculosos bofões do filme: Vin Diesel, Paul Walker, Dwayne ‘The Rock’ Johnson, Tyrese Gibson, Chris ‘Ludacris’ Bridges, Matt Schulze e Sung Kang. Acompanhada de umas cinco moçoilas não menos chamativas, a tal Julia passou horas na entrada do evento e até tentou se passar por imprensa no cerco fechado dos assessores, que mais pareciam o FBI escoltando um grande chefe de estado. Ela e as amigas só conseguiram o aval depois que o ‘staff’ de Vin foi, pessoalmente, buscá-las.

Um capítulo à parte foram os velozes assessores e a furiosa imprensa nacional, que foi posicionada atrás de um cercadinho de ferro, no fim do corredor, enquanto todos os jornalistas internacionais tiveram acesso livre ao tapete vermelho e a um lounge, com sofá e tudo. Detalhe: foi distribuída uma ‘cola’, em três folhas, com as fotos de todos os atores do longa. Foi um chá de espera – o filme marcado para as 21h, começou duas horas depois, e, quando os ‘astros’ pisaram no corredor, os fotógrafos brazucas ficaram revoltados com o muro que os colegas gringos fizeram. A gritaria era uníssona, com palavras irreproduzíveis.

De tão difícil acesso, uma repórter de TV decidiu ficar do lado de fora, na calçada mesmo, entre os pedestres, skatistas, corredores da Lagoa e as bikes, que buzinavam mais que o tráfego comum de sexta-feira. “Se passar uma pessoa muuuuito importante, você me cutuca”, dizia a loura entrevistadora para uma turma de produtores, que esperava os profissionais da comunicação internacional, recebidos com pompa de celebridade. Já os coleguinhas nacionais, coitados, eram seguidos por assessores até ao banheiro, esperados do lado de fora e levados de volta ao cercadinho.

Tudo era festa para os convidados, do outro lado do tapetão, com taças de espumante nas mãos e gritando para todo mundo que passava. Mas foi Sabrina Sato um dos maiores destaques do evento – ela conseguiu baixar o teor de testosterona e cortar um pouco da histeria coletiva feminina. Foi ovacionada e várias pessoas tiraram foto com a apresentadora, linda num Pucci dourado, torneando o corpaço.

“Trouxe a Juju (Salimeni, uma das Panicats) porque ela é apaixonada pelo Vin. Viu todos os filmes e veio trazer um presente, um ursinho de pelúcia bombado, de óculos escuros. Ela malhou a coxa o dia inteiro para ficar inchada”, contava Sato, que confessou não ter visto sequer uma das franquias de ‘Velozes’ e foi embora assim que começou a sessão fechada. Quando o ator Tyrese Gibson viu as duas apresentadoras, chegou chegando, com um sorriso largo, cantando ‘Eguinha Pocotó’: “Estou adorando essa dança”, dizia, enquanto agarrava a dupla e tentava um rebolado.

Rafael Cortez, um dos repórteres do CQC, estava ali meio a contragosto. “Não vi nenhum ‘Velozes’ e, como leigo, vou improvisar as perguntas. Acho tudo isso uma pagação de mico, um deslumbramento dos brasileiros. O Rio fica de quatro para produções internacionais, enquanto temos um festival de cinema incrível em Paulínia que ninguém vai”.

Jimmy Kimmel, um apresentador de TV dos Estados Unidos, teve a ideia de parodiar o filme em sua matéria e pegou a bicicleta da filha de Gisele Nusman, diretora de marketing da Paramout Pictures do Brasil, e entrou pelo tapete vermelho ‘acelerando’ a bike. Foi aplaudidíssimo.

Ronaldinho Gaúcho era esperado na pré, mas deixou todo mundo no suspense e não foi. Patrícia Amorim, a presidente do Flamengo, a caráter, de calça vermelha e blusa preta, representou o time passando pelo tapete: “Até o fim do treino de hoje, eu sabia que ele vinha, mas não sei o que aconteceu”. Na tarde de sexta-feira, Diesel posou para fotos com a camisa rubro-negra entregue pelo departamento de marketing do clube, em almoço de lançamento no Porcão Rio’s.

O ator Matt Schulze, muito simpático, como todo elenco, saiu pela tangente quando perguntado sobre as mulheres cariocas: “Acredite ou não, tenho muitas amigas por aqui”, disfarçou, contando que aprendeu uma palavra em português, ‘bumbum’.

De óculos escuros, Diesel requebrou na pista de dança ao som de ‘Baby’, do astro teen Justin Beeber. O fortão foi fofo, repetindo à exaustão ‘I love Brasil’ e mostrando estar muito feliz em sua estada de cinco dias na cidade entre pedaladas, piscina e muito ‘sossego’ no Copacabana Palace. Quando um repórter mostrou a foto do tráfego nas ruas do Rio perguntando como ele pode ser ‘veloz e furioso’ numa cidade como essa, ela não hesitou: “Maybe, on foot” (“talvez, a pé”)... É dura a vida da bailarina. Beijo, me liga, até amanhã.

Ovinhos

coluna 14 de abril

A boate 2A2, a casa de swing mais famosa da cidade, em Copacabana, arma uma festa especial de... Páscoa. O Clube do Batom, happy hour só para as lulus, acontece dia 20, com direito a tequileiro vestido de coelhinho para servir shots da bebida para as mocinhas e chocolate em calda para quem gosta de se lambuzar.

Em seguida, é claro, haverá um show de striptease, com coelhos e coelhas em carne, osso e músculos saindo das cartolas, que coisa... É dura a vida da bailarina. Beijo, me liga, até amanhã.

Milano mio

coluna 14 de abril

O Brasil é uma das grandes estrelas do Salão Internacional do Móvel, que acontece em Milão desde terça-feira. Mais de 10 mil conterrâneos circulam pela cidade, só perdendo em número de visitantes para a China e Rússia. A tchurma não precisa se preocupar em falar outra língua que não o português; uma operadora de celular criou até um chip especial, com plano mais acessível para ligar para cá, esgotado rapidamente na Galeria Victoria Emanuelle, pertinho da Catedral. O Salão tem o tamanho de mais ou menos 15 Riocentros, com mais de 2.500 expositores de 40 países.

Os arquitetos e decoradores brasileiros estão em êxtase, rodando a feira e as ruelas da cidade como se fossem crianças na Disney. Jacob e Simone Orlean fizeram um jantar de boas vindas para 60 pessoas, no Hotel Bulgari. As grandes tendências do ao são a sustentabilidade e responsabilidade social.

E a maratona do design não para, com muitos eventos brazucas, como o jantar do CasaShopping, que parou ontem o Hotel Four Seasons, e o coquetel de Rafael Miranda, arquiteto brasileiro que mora na cidade e tem um estúdio na Zona Tortona, região dominada por jovens designers, amanhã. O evento termina domingo.

Bapho

coluna dia 15 de abril

Depois da polêmica em torno do convite para sua festa de 38 anos – que estrelavam dois revólveres 38 -, o furacão Antonia Fontenelle mudou o endereço da festa, que acontece, dia 19, "por uma questão de privacidade". O fervo, que aconteceria na casa da promoter Ana Paula Barbosa, na Barra, vai para outro lugar, no mesmo bairro. A lista de convidados também foi reduzida, para 150 pessoas, "só os mais íntimos, que tenho certeza de que não levarão penetras".

Antonia expediu os novos convites virtuais para umas 50 pessoas em cópia aberta, com os nomes dos destinatários da caixa postal, dando a dica, muito franca: "É bom ver logo quem vai porque eu não quero confusão de desafetos. Se for para brigar, que marquem na esquina, antes de entrar no clube".

Entre maravilhas e saias justas

coluna 13 de abril

Elke – Maravilha, claro, existe outra? – foi a grande aparição do coquetel de divulgação dos finalistas do Grande Prêmio do Cinema, segunda, no Caroline Café, no Jardim Botânico. Em sua 10ª edição, o evento entregará o Troféu Grande Otelo dia 31 de maio, no Teatro João Caetano. ‘Chico Xavier’ e ‘Tropa de Elite 2’ receberam o maior número de indicações, 16 cada. Além do voto dos integrantes da Academia Brasileira de Cinema, o público também poderá escolher seus prediletos.

Elke soube, através da coluna, de sua indicação a melhor atriz coadjuvante por ‘Suprema Felicidade’, filme de Arnaldo Jabor. A ficha demorou a cair para a atriz, que interpretou a avó de Paulo, personagem principal do longa: “Estou passada e muito feliz. Adorei fazer o filme, o Jabor é brilhante. Nunca quis ser mãe, nem na vida real”.

Antes de encontrar a turma do cinema, no segundo andar do restaurante, Elke sentou com amigos, fumou dois cigarros, tomou uma vodca e ainda falou grego – no sentido literal mesmo –, ensinando a pronúncia certa da língua milenar. “Sou vira-lata, nasci na Rússia, tenho pai alemão e descendência viking, mas de coração sou mineira de Itabira, terra de Carlos Drummond de Andrade”.

Perguntada sobre a saúde – ela foi internada com arritmia cardíaca no Hospital São Lucas por 11 dias, em meados de março – a diva diz que está nova em folha e que a doença é congênita. “Fiquei 30 anos curada, depois que fiz radiestesia com um guia espiritual, mas o efeito passou”, suspirou. Ela atribui a recente crise à falta de energia cósmica “e isso não há médico científico que cure”.

Elke se prepara para filmar dois longas este ano, ‘A ilusão salva a raça humana’, com roteiro e direção de Bia Guedes, em que interpreta a mãe do personagem de Rodrigo Santoro (“uma cigana do bem”); e ‘Gato Preto’, com direção de Clébio Ribeiro, com locações no Ceará, interpretando uma ‘cigana do mal’, ao lado de Ney Matogrosso e Emiliano Queiroz.

Quem circulava por ali também era Cacá Diegues, produtor do indicado ‘5 x Favela – agora por nós mesmos’. Ele contava que, no fim do ano, começa a gravar seu próximo longa, ‘O Grande Circo Místico’ baseado no poema de Jorge de Lima, com músicas de Chico Buarque e Edu Lobo. “Nunca vi um momento tão fértil e rico como esse com novos cineastas, novas gerações. Só posso estar muito otimista”.

Os olhos da noite estavam voltados para Lucy e Luiz Carlos Barreto, que têm mais de 80 filmes no currículo e são os grandes homenageados do GP de cinema. Eles foram os primeiros a chegar e últimos a sair da festa. Quando Barretão pegou o microfone, o balde de água fria caiu. “É uma tristeza comemorar 23% de market share atualmente, quando na década de 70 tínhamos 33%. Quero que os novos cineastas se incorporem na corrente para exigir do governo meios para fazer a nossa cultura”, disse, reclamando da burocracia para se fazer um filme no País.

“A Ancine (Agência Nacional do Cinema) parece uma delegacia de polícia, sempre atrás dos crimes dos cineastas”, disparou, causando uma saia justa entre os presentes, incluindo Mario Diamante, diretor da Ancine. “É ruim ser homenageado e desagradável como agora, mas não posso ser hipócrita”, desculpava-se, enquanto os aplausos bombavam.

A poeira baixou e Barretão descobriu a bela Tainá Müller, indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante em ‘Tropa de Elite 2’, e sucesso na novela ‘Insensato Coração’, como a frívola e antipática Paula Cortez. O cineasta perguntava para os assessores e a quem estava por perto quem era a garota. Não satisfeito, pegou a máquina de uma das fotógrafas e começou a fazer ângulos da atriz, que posava, muito sem graça e honrada ao mesmo tempo. “Ela é moderna, é linda, essa menina é deslumbrante”, dizia Barretão, que, se falou, tá falado.



Possante

coluna 13 de abril

Vin Diesel vai chegar sexta-feira ao tapete vermelho, na pré-estreia de 'Velozes e Furiosos', no Cinépolis Lagoon, roncando o motor do Dodge preto envenenado que usou nas filmagens. Bem ao estilo bad boy e megaconvincente, já que o carrão, vindo dos Estados Unidos, tem, de verdade, os tais cilindros de nitrogênio acoplados ao motor, para aumentar a potência do veículo, e que é conhecido no meio automobilístico por “nitro”.

Tanto o ator quanto a equipe têm se desdobrado para dar um gás na campanha publicitária do filme e ficam de pé antes mesmo de o sol raiar para gravar as chamadas para canais de TV internacionais. Os cenários são cartões postais da cidade, como o Morro Santa Marta, o Pão de Açúcar, o Cristo e a Vista Chinesa. Os horários são para fugir do assédio da imprensa e dos paparazzi.


Tyrese Gibson, um dos atores de ‘Velozes’, marcou presença numa das cabines do filme, terça-feira, no Cinépolis Lagoon. Acompanhado de dois seguranças, estilo guarda-roupas, e carregando uma bandeja farta de pipocas e litros de refrigerante, o moço fez muito barulho durante a exibição.

Na pista


coluna 12 de abril

O brasileiro Lorenzo Martone, o morenaço-arrasa-quarteirão ex do estilista Marc Jacobs, é um dos solteiros mais cobiçados na lista do site da revista americana 'Out'. Para quem está procurando um pretê, é só mirar a lança, porque o ranking é grande e eclético: são 100 gays soltos por aí, de várias áreas.

Integram a lista nomes como o jogador de rúgbi britânico Gareth Thomas, cuja vida virou roteiro de filme depois de sair do armário, o patinador Johnny Weir, que parou tudo competindo ao som de 'Poker Face', de Lady Gaga, os atores Chris Colfer, o Kurt de 'Glee', TR Knight e Luke Macfarlane, e os astros pornôs Fraçois Sagar e Colton Ford. Na música, Lance Bass, Clay Aiken e Jay Brannan. Até as drags ganharam destaque, como RuPaul e Lady Bunny. Fica a dica: a 'Out' publicou um link para o perfil de cada um dos solteiros no Facebook... É dura a vida da bailarina. Beijo, me liga, até amanhã.

Arte e moda

coluna dia 10 de abril

A abertura do NK Art Project, na loja da empresária Natalie Klein, cumpriu o seu propósito. Reuniu um público que ainda não havia entrado no espaço da Garcia D’Ávila, em especial o povo descolado da moda e do mercado de artes do Rio. "Tudo na loja tem força, presença de desenho. É bom quando a arte chega a lugares profanos e quebra seu próprio paradigma. É hora de domesticar: trazer a arte para quem gosta de moda e moda para quem gosta de arte", dizia Eduardo Chalabi, curador do projeto.

Ao som de muito lounge, indie e pop, sob o comando do DJ José Camarano, a pororoca artsy reuniu da it-blogueira Marcela Jacobina e o top gato João Vellutini ao artista plástico Eduardo Coimbra e o multimídia Ricardo Nauemberg. Grande anfitriã da noite, Natalie Klein não conseguiu embarcar a tempo por conta das chuvas que fecharam o aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Olheiros das artes marcaram presença, como o marchand Guilherme Magalhães Pinto, um dos mais animados com a quebra das fronteiras artísticas e com as obras da artista Amália Giacomini, em exposição na loja. Ele trará ao Brasil uma megafeira de arte contemporânea.

Feita especialmente para a abertura do evento, a instalação de fios de elástico e silicone, na entrada da loja, caiu como uma luva. Natalie bem que poderia incorporá-la à parede de espelhos do espaço. "A moda, assim como as artes, é uma categoria do universo da cultura. Ambos se entrelaçam. A aquisição de uma delas não leva apenas valores de uso, e sim de desejos", filosofava Amália.

Monstros, ainda


coluna 8 de abril

Não bastasse a barbárie do monstro de Realengo, rola um movimento nas redes sociais, entre neonazistas paulistas, convocando para um ‘ato cívico’ pró-Bolsonaro, dia 9, em São Paulo, no MASP.

A convocação foi publicada por um membro, autointitulado Erick White, que disse: “Vamos dar o nosso apoio ao deputado que bate de frente com esses libertinos e Comunistas”. O autor termina a mensagem com os números 14/88, simbologia nazista que faz referência a Hitler e ao nacionalista americano David Lane, defensor do mito da supremacia branca. Será que o mundo está perdido? É dura a vida da bailarina. Beijo, me liga, até amanhã.

Engajado

Coluna 7 de abril

Fernando Torquatto enviou à coluna uma das 22 fotos da campanha da amfAR, ONG americana que destina recursos à pesquisa da cura e tratamento da Aids, com o gatón Rodrigo Santoro. O maquiador, que é um dos padrinhos da causa no Brasil, já está a toda para o grande gala beneficente que acontece dia 28 de abril, em São Paulo. Todas as celebridades retratadas estarão entre os 300 convidados, que pagaram entre US$ 10 mil e US$ 50 mil por lugares nas mesas da casa do arquiteto Felipe Diniz.

Zoológico chic

coluna 7 de abril


Com Luiza Brunet deslumbrante, num modelito justíssimo de leopardo e olho de jacaré, assumindo o posto de embaixadora da marca, o mineiro Victor Dzenk causou frisson no lançamento de sua coleção outono/ inverno, na loja de Ipanema.

O movimento começou às duas da tarde e só terminou às onze da noite. Era um tal de onça, zebra e floridos que mal dava pra distinguir as lulus. Também viram-se muito couro e... peles. E não é que um casaco de vison preto foi o protagonista de um embate entre duas peruas? Há testemunhas, e quem viu a cena garante que foi tipo gladiador. Sente o drama: até uma das atendentes teve de ligar para a fábrica, em Buenos Aires, para garantir que outro casaco igual seria providenciado.

Cliente fiel, Preta Gil foi direto para o segundo andar da loja e por lá ficou mais de hora. Entre os itens da megabolsa de compras, um casaco de couro dourado. Preta não comenta o processo que move contra as declarações de Jair Bolsonaro, até para não dar muito crédito ao político, mas, quando o assunto é festa, o sorriso logo se abre.

"Estou superanimada para fazer a minha primeira micareta no domingo", conta ela, que canta no 'Rio Axé 2011', o maior Carnaval fora de época no Rio, com oito horas de show na Praça da Apoteose, ao lado de nomes como Claudia Leitte e Monobloco. A cantora também começa hoje a gravar as cenas de sua participação no filme "Billi Pig", de José Eduardo Belmonte, com Selton Mello e Grazi Massafera.


E tem mais novidades: Preta e Dzenk vão fazer um bazar beneficente no segundo andar da loja, durante o Fashion Rio, de 22 a 25 de maio. "Tenho muita roupa guardada, inclusive modelos do Victor que foram feitos exclusivamente para mim", adianta.

Cristiana Oliveira, linda e mais magra, contava sobre a felicidade de pegar um papel como o da presidiária Araci, na novela 'Insensato Coração'. Ela mergulhou tanto no personagem que se esqueceu de usar protetor solar durante as gravações em Bangu. Resultado: ficou com as marcas da tatuagem e só pode usar roupas que tenham mangas, porque a pele ficou manchada. Os maquiadores levam três horas para caracterizar Araci, tanto para as trancinhas quanto para as tatuagens: "É mais difícil ficar feia do que bonita, graças a Deus".

A eterna Juma, que passou um ano fazendo laboratório entre presídios femininos do Rio, São Paulo e Santa Catarina, avisa que vai se debruçar sobre um projeto com a experiência. “Pode virar um filme, um livro, uma peça de teatro ou um seriado. Entrei no universo complexo do psicológico das detentas e tenho muito material. Não posso desperdiçar".

Perguntada se teve receio por conta do sobrepeso de Araci, a atriz diz que ficou insegura, por conviver com o drama da balança há 34 anos. “Na realidade, eu não ganhei tanta gordura, mas massa muscular” suspira. Quando vi Araci pela primeira vez, levei um choque. Tive que abrir mão da vaidade, deixei de fazer as unhas e raspar a perna. Antes de entrar em cena, faço flexões para inchar o pescoço e o tríceps. Já perdi quatro quilos com exercícios aeróbicos e vou continuar no pique”. Cristiana termina as gravações em duas semanas e já está sendo sondada para fazer teatro, mas pediu que “segurassem a barra” pelo ritmo frenético das gravações.

A pernambucana-carioca Regina Lundgren, consultora da marca, ajudava a receber, com o sorrisão habitual e contava a novidade: está em entendimentos para levar o desfile de Victor Dzenk para a semana de moda da Rússia, em Moscou, em outubro. A fashion week local acaba de ganhar o patrocínio da Mercedes-Benz, montadora que também apoia se semana de moda de Nova York, isso é que é.

Perestroika


coluna 7 de abril

Foi bem movimentada a temporada carioca do produtor musical russo Vartan Tonoian, dono da gravadora Elephant Records e ganhador de dois Grammys, com Quincy Jones e Ella Fitzgerald. Ele desembarcou ao lado do presidente da Agência Internacional Ural Clearing House, o banqueiro russo Vladimir Kovrigin, para negociar a entrada de mais produtos agropecuários brasileiros na Rússia, fora os tradicionais carne, café e açúcar.O milionário vai abrir no Rio e em São Paulo nos próximos meses.

Nos momentos de folga, Vartan, que é apaixonado por MPB - ele é dono de uma boate em Denver, nos EUA, onde divulga a música brasileira e jazz, e já levou João Donato, Joyce e Alcione para cantar na Rússia - ganhou sarau na casa de Gilberto Ramos, presidente nacional da Câmara Brasil-Rússia, em Ipanema. Passaram por lá nomes como Marcos Valle, Carlos Lyra, Leo Gandelman, Alê Ferreira e o próprio Donato. A farra cultural rolou até depois das quatro da matina.

Por conta dessa paixão musical, a Câmara Brasil-Rússia está trabalhando para organizar com Vartan uma mostra da música brasileira em Moscou, provavelmente em outubro, aproveitando a visita de Dilma Rousseff ao país. As apresentações vão durar de três a quatro dias, e os convites já foram expedidos para Marcos Valle, Jane Duboc, João Donato, Menescal e Wanda Sá, Oswaldinho do Acordeon, Alê Ferreira e o Grupo Casuarina.

Vartan teve um pequeno acidente de percurso durante sua visita, e quebrou um dente, mas o amigo Olympio Faissol deu um jeito rapidinho, e ele voltou na segunda-feira para Moscou, onde mora, com o sorriso zerado. 

Feras soltas


coluna dia 4 de abril

Leiloca teve a boa ideia de reunir as Frenéticas - Lidoka, Dhu Moraes, Regina Chaves e Edir de Castro (só faltou Sandra Pêra, que está com peça de teatro em Sampa) – e muitos amigos para assistirem juntos ao programa 'Por Toda Minha Vida', sexta, no restaurante Mormaço, no Jardim Botânico. A atração homenageou os seis pares de pernas que ferveram a boate Frenetic Dancing Days, idealizada por Nelson Motta nos anos 70.

O clima era de festa, mas uma mistura de tensão e emoção tomou conta antes da projeção em uma enorme TV, já que nem as verdadeiras e nem as atrizes que as interpretaram tinham visto absolutamente nada. Aliás, as meninas escolhidas a dedo para interpretar o grupo eram as mais ansiosas, numa mesa ao fundo: Lis Maia (Leiloca), Gabrielle Lopez (Lidoka), Corina Sabbas (Dhu), Denise Spíndola (Edir), Flávia Rubim (Regina) e Nina Morena (Sandra). 

AS JOVENS FRENÉTICAS. Leiloca e Lis, a original e a cover, tiveram uma sintonia tão grande que chegaram juntas ao evento. "Essa é meu clone. Na chamada da tevê, você não sabia se era eu ou ela", dizia, abraçando a atriz. Uma das mais emocionadas e empolgadas era Nina Morena, sobrinha da frenética Sandra Pêra, filha de Marília com Nelson Motta, que mal disfarçou a alegria e lágrimas em certos momentos.

Quem fez a seleção de elenco foi Esperança Motta, sua irmã, que não via a semelhança física entre Sandra e Nina. Ela fez o teste para interpretar Regina e fez um escovão para ficar com os cabelos lisos, mas, quando o diretor Ricardo Waddington bateu o olho, não teve dúvidas e disse que ela tinha que ser Sandra.

"A história delas faz parte da minha vida, da minha família. O DNA apita e eu queria muito pegar esse papel, mas não tive privilégios na seleção. Sempre achei que me pareço mais com titia, sou alta, grandona e animada, já minha mãe é mais reservada. Li duas vezes o livro da titia, 'As Tais Frenéticas'", conta Nina, que, depois do primeiro capítulo, recebeu o telefonema da mãe, toda boba, que assistia a tudo de casa - Marília deu depoimentos para o programa, assim como Ney Matogrosso, Liminha, Lulu Santos (autor do tremendo sucesso 'Dancin’ Days'), Nelson Motta, Dom Pepe, o DJ da época, entre outros. 

Flavia Rubim, que fez a frenética Regina, chegou com o novo namorado, o músico Thiago Antunes. É a primeira aparição do casal em público, com demonstrações claras daquela paixão de início de romance. Thiago é ex-marido da Regiane Alves, e Flavia, que já namorou o próprio Waddington, está no elenco da próxima novela das seis, 'Cordel Encantado'.
  
As atrizes contavam que tiveram pouco contato com as originais, para não interferir na performance, e preferiram fazer pesquisa de época no conteúdo de oito DVDs entregues pela central de pesquisas da Rede Globo, de programas como Chacrinha e Globo de Ouro. Elas estudaram durante 10 dias e gravaram outros 10.

O ator Fellipe Marques, que interpretou Nelson Motta, ganhou o apelido de Nelsinho, tanto das amigas de cena quanto pelas veteranas, e também de uma fã em especial, Rogéria, que ficou encantada com o rapaz. "Nem eu sabia que era tão parecido. Quando vi as fotos da época e o vídeo, fiquei impressionado. Fiz pesquisas principalmente das entrevistas do Nelson, pegar o jeito de olhar, o charme e trejeitos", contou Fellipe, que é amigo de Nina há mais de 10 anos. 

MODELITOS. Os figurinos de Claudia Kopke foram um capítulo à parte;  Nina contou que a tia  guardou todo o vestuário usado na época e levou as peças para Claudia, que estudou os tecidos até reproduzir fielmente vários modelitos espalhafatosos - maiô Catalina, lurex, estampas de cobra e muito brilho, reflexo da era pós-ditadura . Foi Marília Pêra quem desenhou o primeiro figurino das meninas e também quem aprovou os looks de Claudia.

CORO. Durante a exibição, a plateia reagia intensamente a certas cenas, cantavam todas as músicas e davam gritinhos. Leiloca chegou a chorar na passagem em que as cantoras, em excursão pelo País, chegaram ao sertão nordestino e ela, louca de vontade de fazer um pipi, parou em um casebre de barro e ouviu de longe um dos sucessos tocando. Quando bateram à porta, viram seis crianças vestidas de Frenéticas fazendo uma farra e ficaram emocionadíssimas.

O sucesso do programa não foi só durante a reunião entre elas. na madrugada de sábado, estava entre os trending toppings do Twitter, com vários comentários, elogios rasgados e muita nostalgia, com pessoas de todas as faixas etárias postando trechos das músicas mais famosas.

ALEGRIA, ALEGRIA. "Não sinto nostalgia, sinto alegria", dizia a amiga Rogéria, relembrando as noites intermináveis na pista da boate. "Tenho verdadeiro horror a música eletrônica, mas não existe festa sem as Frenéticas ou 'I Will Survive'. Curti muito aquela época, que já era uma alegria só, imagina depois da ditadura? Daí a loucura, meu bem, ficou muito maior". 

“CAQUÉTICAS”. Leiloca contava que tem muita gente ligando para agendar shows das Frenéticas depois desse boom discoteca. Momento de risada geral foi quando Leiloca disse, no programa, que as Frenéticas viraram as “Caquéticas”. Ela usava uma bota exageradamente alta e florida: "Uma homenagem a Sandra (Pêra) que não pode vir hoje". 

 A BIOGRAFIA DE ROGÉRIA. "Sou de uma época em que chique era morrer como Marylin Monroe e James Dean, porque todo mundo só se lembra do glamour. Sempre pensei que comigo seria assim, mas agora estou muito velha pra morrer, com 68 anos. E, quando artista envelhece, ninguém mais se lembra", disse Rogéria, um pouco nostálgica. Perguntada sobre o que anda fazendo, ela diz que tem “muitos compromissos, entre coquetéis e festas para escolher” e que pretende lançar uma espécie de biografia. Já está atrás de um ghost-writer... É dura a vida da bailarina. Beijo, me liga, até amanhã.   

Com tudo


coluna 1 de abril

Izabel Goulart vai fazer a campanha de primavera/verão da DKNY e da Donna Karan, em Nova York, cidade onde mora. A modelo, uma das 'anjas' da Victoria's Secret, acabou de estrelar a capa e o recheio da ‘Vogue Nippon’ de março, posou de calcinha para um editorial da ‘Vogue’ francesa deste mês, fotografou o lookbook da Givenchy, ao lado da top Lea T., e fez a campanha de verão da Dolce & Gabbana.
Izabel também ganhou uma dupla de fãs, os badaladíssimos fotógrafos Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin, que caíram de amores por ela e assinam boa parte dos últimos editoriais, assim como a nova campanha, em produção na cidade americana, antes que a linda volte para oito desfiles nas passarelas do Monange Dream Fashion Tour, dia 9 de abril, em Porto Alegre, seguido de Rio, Floripa e Brasília.

Fica a dica


coluna 1 de abril

Aguinaldo Silva vai abrir seu Concurso Nacional de Roteiros no fim do semestre focando no cinema, com prêmio principal de R$ 50 mil e quatro menções honrosas, de R$ 10 mil cada uma, além de o vencedor ter uma edição de sua obra em livro.

"O tema será aberto, desde que o candidato obedeça a uma única exigência: escrever sobre um episódio qualquer da (ou relacionado com a) História brasileira. Não é preciso ser o Grito do Ipiranga. Mas pode ser sobre o Mazzaropi que estava a satisfazer suas necessidades fisiológicas atrás de uma bananeira quando ouviu D. Pedro I proferir o próprio. E desde então nunca mais foi o mesmo", diz, com o humor habitual.

O novelista anuncia ainda que vai tirar do bolso o valor total dos prêmios, de R$ 100 mil. "Não vou pegar minha valise Dunhill e sair por aí a pedinchar aos bancos, nem vou pedir autorização ao Ministério da Cultura pra captar e botar no meu bolso dinheiro que por direito é dos pagadores de impostos. Eu tenho o meu próprio; e em vez de guardá-lo para os filhos e netos que não terei, prefiro gastá-lo com sapatos Prada, bolsas Louis Vuitton, relógios F. P. Journe, roupas Lagerfeld e, last but not least, com alguma coisa de útil".  Positivamente, Aguinaldo não existe.

Reunião de it-girls


coluna 31 de março

A multimarcas Via Flores, em Ipanema, bombou terça-feira com o lançamento de inverno da Coven. Sonia Isnard convidou cariocas como Constança Basto, Kiki Carneiro, Tatiana Rudge, Ana Ferraz e Alice Autran para vestirem os manequins com as novidades da loja. Constança, por exemplo, fez um mix de roupas a cara dela – podia até fazer uma fotomontagem e colocar só o rosto da sapateira na boneca que confundiriam as duas.

A primeira a chegar ao evento foi Grazi Mazzafera, linda, sem um pingo de maquiagem, acompanhada da mãe e da irmã, mas ficou tão assustada com o assédio dos fotógrafos que foi embora rapidinho e não permitiu cliques – que coisa. Por conta disso, já no próximo evento, a loja vai colocar uma cortininha antipaparazzi para as celebridades comprarem à vontade sem se preocupar com os indiscretos flashes. 

Um detalhe que chamou atenção foram as recém-mães com barriguinhas negativas em roupas justíssimas como Joana Nolasco, que teve Maria Vitoria há três meses; Daniella Sarahyba, em um vestido branco colado ao corpo, e também a mãe mais experiente – deu à luz Gabriela há cinco meses - contando as agruras das mamadeiras e fraldas para Carol Andrade, que teve José Joaquim, com Marcos Andrade, há apenas um mês, e correu, tanto para ouvir as dicas e trocar figurinhas, quanto para ir pra casa amamentar.

A lista de convidados, parte feita pela it-girl Betina de Luca – leiam-se todas as meninas bacanas da cidade -, e outra por clientes fiéis da loja, foi bem eclética, reunindo uma turma de lulus de diversas faixas etárias, que a-do-ra-ram o som do DJ gatón Rodrigo Peirão.

Um dos objetos de desejo do evento foram os bem-casados de Dona Nieta, mãe do cerimonialista Ricardo Stambowsky, não só pela gostosura do doce como pela embalagem de oncinha - a mulherada até esqueceu o teor calórico – um must.

As meninas da cidade elegeram a nova moda da estação: as alpargatas da marca argentina Paez. To-das elas saíram de lá com seu exemplar, seja de oncinha, de poás, coloridas ou floridas. É que as sapatilhas de tecido muito usadas nos anos 70, geralmente pelas vovós, caíram no gosto dos moderninhos e está nos pés de famosos como Liv Tyler e Scarlett Johansson.