quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Arpoador virou "Serra Pelada" neste verão

Os cariocas assíduos da praia do Arpoador no ano passado à noitinha passam longe daquelas areias nesta estação. É que com tanta propaganda na mídia, o lugar ficou impraticável. Até Joel, o saxofonista de jazz e blues, que sempre fica no comecinho da calçada admirado pelos pedestres, está irritado com a intromissão de outros “artistas” de rua, como um sujeito que circula pelo restaurante Azul Marinho, do Hotel Arpoador, munido de um surdo – ou seja, o maior e mais grave instrumento da bateria. Estive por lá no último sábado (05/02) para constatar o caos e minha amiga Bia Vaz até gostou do rapaz e deu "dé real"... Enquanto Joel ainda ganha empatia dos atuais frequentadores, o invasor e seu surdo dividem opiniões, sendo a na maioria das vezes, rotulado de “muito chato” ou "o pela saco do arpex". O assessor de imprensa João Felipe Toledo, acostumado a encontrar conhecidos e gente linda por ali no mesmo período do ano passado, ficou deslocado quando percebeu que o cenário humano mudou, e muito: “Nossa, parecia Serra Pelada!”, disse, referindo-se à corrida do ouro na década de 80 na região do Pará, onde gente do País inteiro se apinhava no maior garimpo a céu aberto do mundo. Por hora, parte da turminha do verão passado achou outro canto, lá no posto 12, no Leblon.  



Quem dera pudesse fugir voando....

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